Renan: 'Decis

Renan: 'Decis
Presidente do Senado avalia que não cabe fatiamento sobre a votação da cassação de Eduardo Cunha, por se tratar de quebra de decoro parlamentar; ele diz que o caso de Dilma Rousseff é diferente, porque o impeachment é regido pela Constituição e por uma lei específica; Renan Calheiros (PMDB-AL) nega que tenha havido combinação prévia sobre o fatiamento; "Nenhuma. É ridículo. Eu li em uma reportagem que houve uma conversa minha com o ex-presidente Lula. A última vez que eu havia conversado com ele foi na minha casa e todos noticiaram"

247 - No dia em que será votada a cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em sessão marcada para ter início às 19h na Câmara, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), detalha a diferença desse caso com o impeachment de Dilma Rousseff, que manteve os direitos políticos e de exercer função pública pelos próximos oito anos.

Em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, do Uol, Renan avalia que não cabe fatiamento sobre a votação da cassação de Cunha, dividindo as penas da cassação e dos direitos políticos, como ele já tentou via Supremo Tribunal Federal, por se tratar de quebra de decoro parlamentar. Ele diz que o caso de Dilma é diferente, porque o impeachment é regido pela Constituição e por uma lei específica.

Renan nega também que tenha havido combinação prévia sobre o fatiamento na votação do dia 31 de agosto no Senado, em que ele declarou publicamente seu voto a favor dos direitos de Dilma, rachando a base do governo Temer. "Nenhuma. É ridículo. Eu li em uma reportagem que houve uma conversa minha com o ex-presidente Lula. A última vez que eu havia conversado com ele foi na minha casa e todos noticiaram".

O presidente do Senado afirma ter sempre pensado assim sobre esse tema. "Se tivesse que votar de novo, votaria da mesma maneira. Considero que seria desproporcional a pena de cassação e inabilitação. Tinha muita gente que achava que era desproporcional. E é. E o resultado da votação do Senado mostrou isso", declarou.

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