Durval

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Leia o artigo de Durval Ângelo desta semana para o PMinas

Os estragos causados pelos 12 anos de gestão do PSDB no governo de Minas são cada dia mais evidentes e a chamada herança maldita deixada pelos tucanos se revela a cada novo indicador, revelando os problemas resultantes de uma administração totalmente descompromissada com o bem da população. Foi o que ocorreu com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) divulgado semana passada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do Ministério da Educação (MEC).

A pesquisa revela, pelo terceiro levantamento seguido, uma queda da avaliação do ensino médio no Estado, que caiu da 3ª posição no país, em 2009, para a 12ª no ano passado. O levantamento mostra ainda que houve estagnação dos dados no início da década, seguida por quedas progressivas a partir de então. A pesquisa é realizada a cada dois anos e leva em conta tanto o desempenho dos estudantes em testes padronizados de português e matemática quanto a taxa de aprovação das escolas.

Esta é mais uma prova de como a gestão tucana no Executivo mineiro relegou totalmente o setor, que chegou a registrar no período a greve mais longa da história do País. Como bem observou a secretária de Estado de Educação, Macaé Evaristo, os dados do Ideb são resultado da falta de investimentos, além da adoção a partir de 2007 de uma metodologia que falseava o levantamento.

Isto porque os alunos reprovados em um ano podiam fazer a recuperação no ano seguinte, sistema que começou a ser alterado no ano passado a pedido das próprias escolas. “Recebemos, em 2015, a taxa de reprovação que vinha de 2014”, afirmou a secretária em entrevista coletiva. Além disso, a gestão tucana ainda foi responsável por uma evasão recorde, que resultou na triste realidade de mais de 160 mil jovens entre 15 e 17 anos fora da escola e, entre os que estudam, 40% ainda estão no ensino fundamental.

O descaso com o setor e a mentira nos discursos oficiais foram tantos que o hoje senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) alterou sua campanha para o governo estadual, retirando o “professor” que adotava antes de seu prenome no início da disputa.

Este nefasto cenário na Educação, porém, começou a ser alterado com a administração do governador Fernando Pimentel (PT). No último sábado, por exemplo, o Executivo publicou as nomeações de 2,5 mil professores e técnicos administrativos para atuarem nas escolas do Estado, nas superintendências regionais de ensino (SREs) e no Órgão Central da Secretaria de Estado da Educação. (SEE). Com estas, o governo mineiro já soma 17,5 mil nomeações este ano e um total de 32,5 mil novos servidores, entre técnicos e professores, desde que Pimentel assumiu.

Parte destes profissionais havia sido aprovada em concurso público de 2011, mas nunca havia sido chamada para os cargos. Pelo contrário. A tática tucana foi escancarada pelo também senador Aécio Neves (PSDB-MG), que numa atitude populista, nomeou sem concurso cerca de 100 mil trabalhadores para a Educação. Ato considerado ilegal e revertido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido a Procuradoria da República em Minas.

Mais uma vez coube a Pimentel, que já havia adotado o piso nacional para os salários da Educação atendendo antiga reivindicação da categoria, resolver a situação. O que foi feito com leis que dão amparo inclusive médico-hospitalar aos trabalhadores demitidos por ordem do Judiciário.

E mesmo com as dificuldades financeiras do governo – mais uma faceta da herança maldita do PSDB, que deixou déficit de mais de R$ 7 bilhões no Estado – os investimentos na área continuarão para dar dignidade e boas condições de trabalho aos profissionais e qualidade de ensino para os estudantes. A exemplo das gestões dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, que criaram o próprio piso nacional, o sistema de cotas em faculdades, construíram dezenas de universidade e escolas técnicas, o atual governo mineiro tem e continuará a ter compromisso e zelo com aqueles que são alguns dos principais responsáveis por garantir a construção do futuro do estado e do país.

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