PF faz a

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Mulher do prefeito também esteve envolvida na ação da polícia

Pautando Minas - A Polícia Federal desencadeou mais uma ação contra Rui Muniz (PSB), prefeito afastado de Montes Claros. Além dele, a sua mulher, Raquel Muniz (PSD), deputada federal, também esteve envolvida na "Operação Véu Protetor" e outros familiares também são investigados. 

A suspeita é de que o grupo tenha desviado pelo menos R$300 milhões de reais em benefício próprio. A força tarefa que investiga tais pessoas conta com o Ministério Público Federal, a Receita Federal, a Polícia Federal e a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional.

A operação buscou desarticular quadrilha que cometia prática de fraudes tributárias e previdenciárias, estelionatos qualificados, desvio de recursos de entidades beneficentes de assistência social sem fins lucrativos e de verbas públicas federais. Eles atuam em mais de 133 instituições que prestam serviços de educação e saúde em todo o país.

"Essas instituições – que seriam mantidas por uma entidade beneficente, em uma “associação sem fins lucrativos” – teriam deixado de recolher mais de R$ 200 milhões em tributos, além de outros R$ 100 milhões que já estão devidamente lançados e inscritos em dívida ativa", explicou a Receita.  

A PF cumpriu 11 mandados de busca e apreensão nas instituições de ensino Rede Soebras, que é ligada aos Muniz. Os policiais chegaram, também, à casa do prefeito afastado durante a madrugada desta sexta-feira (09).

Prefeito já havia sido preso

Muniz está cercado de problemas com a justiça: ainda no mês de abril deste ano ele foi preso pela PF por procurar inviabilizar o Hospital Universitário Clemente Faria, Santa Casa de Misericórdia, Fundação Aroldo Tourinho e Fundação Dilson Godinho.

A intenção, na verdade, era viabilizar o funcionamento do Hospital das Clínicas Mario Ribeiro da Silveira, que é comandado pelo prefeito e seus familiares. A operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos e também mandado de busca pessoal, quando os policiais apreendem celulares, computadores, tablets e entre outros dispositivos que podem auxiliar nas investigações.

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