Piloto conta di

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Avião decretou problemas com o combustível, mas não conseguiu pousar devido a outra aeronave que teria, também, emergência

Pautando Minas - O avião que levava a Chapecoense e vários jornalistas e dirigentes para Medellín, na Colômbia, onde o clube catarinense jogaria o primeiro jogo da final da Copa Sulamericana, estava sem combustível e por isso veio a cair matando 71 pessoas na madrugada de terça-feira (29).

O piloto da aeronave (modelo Avro Regional Jet 85) solicitou ao Aeroporto Internacional José Maria Córdova a permissão para pouso, uma vez que relatou problemas com combustível. Acontece que um outro avião, este um Boeing, com mais passageiros, pediu pouco tempo antes também prioridade, o que atrasou o pouso da aeronave da Chape.

O piloto deste segundo avião informou o diálogo que ele havia escutado: "Solicitamos prioridade para proceder, solicitamos prioridade para proceder ao localizador, temos problemas de combustível", teria dito o piloto da Lamia (companhia que levava o clube).

Contudo, a controladora respondeu: "Temos um problema. Temos um avião aterrissando de emergência. Não pode proceder", respondeu negando a possibilidade do pouso.

Logo depois, o piloto do Lamia respondeu: "Agora temos uma falha elétrica, temos uma total falha elétrica", disse antes de cair. 

Segundos depois o avião caiu entre os municípios de La Union e La Ceja. O aeroporto de Medellín estava a 30 Km do local.

Uma mulher que estava a bordo e também sobreviveu, contou que aproximadamente 50 segundos antes de sentir o impacto da queda, as luzes do avião caíram gradualmente.

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